
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos,
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer,
a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
4 comentários:
Lindo, Alebana!
Não conhecia,
Bjos
Together we stand!
Inganei-me, tava a comentar no Umbigo e deixei ficar o professora:-)
Ainda bem que o meu objectivo não é o anonimato!
Muito bonito este poema!!
Não nos podemos esquecer que ""enquanto há vida há esperança, que é a última a morrer""
Beijinhos
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